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PORTARIA Nº 602, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2020

Brasão do Brasil

Diário Oficial da União

Publicado em: 02/12/2020 | Edição: 230 | Seção: 1 | Página: 35

Órgão: Ministério da Economia/Secretaria Especial de Fazenda/Secretaria do Tesouro Nacional

PORTARIA Nº 602, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2020

Dispõe sobre a seleção e indicação de representantes do Tesouro Nacional em conselhos de administração e fiscal, ou órgãos equivalentes, bem como da subordinação técnica, avaliação e acompanhamento por esta Secretaria.

O SECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL, no uso de sua competência e tendo em vista o disposto no inciso XV do art. 29 da Portaria nº 285, de 14 de junho de 2018, publicada no D.O.U. em 18 de junho de 2018, inciso XIV do artigo 52 do Decreto nº 9.745, de 08 de abril de 2019, artigo 13 da Lei nº 10.180, de 08 de fevereiro de 2001, e parágrafo 2º do artigo 40 do Decreto nº 8.945, de 27 de dezembro de 2016, resolve:

Art. 1º As indicações de representantes do Tesouro Nacional a que se refere o artigo 13 da Lei nº 10.180, de 08 de fevereiro de 2001, parágrafo 2º do artigo 40 do Decreto nº 8.945, de 27 de dezembro de 2016, e artigo 12 do Decreto 89.309, de 18 de janeiro de 1984, em conselhos fiscais e órgãos equivalentes, das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, bem como de quaisquer empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha participação no capital social, respeitadas as exceções e vedações da Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016 e Decreto nº 8.945, de 27 de dezembro de 2016, deverão considerar o atendimento dos seguintes requisitos pelo candidato à vaga:

I ser servidor público com vínculo permanente com a administração pública federal, preferencialmente integrante da carreira de Auditor Federal de Finanças e Controle;

II ter formação acadêmica compatível com o exercício da função;

III ter exercido, por prazo mínimo de 3 (três) anos, cargo de direção ou assessoramento na administração pública ou cargo de conselheiro fiscal ou administrador em empresa;

IV possuir certificado válido de programa de certificação de conselheiro fiscal ou certificado(s) de curso(s) realizados nos últimos 3 anos, que totalize(m) no mínimo 60 horas aula, em pelo menos uma das áreas de: normas aplicadas às empresas estatais; governança corporativa; contabilidade societária/empresarial; gestão de riscos e conformidade e legislação societária emitido(s) por instituição com independência técnica e de notória especialização; e

V efetivar o preenchimento de cadastro no sistema "Conselheiros".

§ 1º Em se tratando de empresa estatal de menor porte, considera-se atendido o requisito do inciso III do caput desde que o candidato tenha experiência mínima de 3 (três) anos como membro de comitê de auditoria ou em cargo gerencial de empresa.

§ 2º A formação acadêmica de que trata o inciso II deste artigo não serve para atendimento do inciso IV do caput.

§ 3º A exigência de que trata o inciso IV do caput terá aplicação a partir de 30 de novembro de 2021.

§ 4º A Secretaria do Tesouro Nacional - STN divulgará, na página da intranet, lista indicativa de instituições, cujas certificações ou certificado(s) de curso(s) serão aceitos para atendimento do inciso IV do caput.

§ 5º Nas indicações que couberem à STN de representantes em conselhos de administração, ou órgãos equivalentes, das entidades a que se refere o caput, deverão também ser observados os critérios constantes da Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016, e normas regulamentares relativas à indicação para esse colegiado.

Art. 2º As indicações a que se refere o artigo 1º obedecerão ao resultado de processo de seleção de servidores nos termos desta Portaria.

§ 1º A indicação prevista no caput deste artigo deverá ser formalizada pelo Secretário do Tesouro Nacional, mediante proposta da Coordenação-Geral de Participações Societárias - COPAR.

§ 2º No caso de participação minoritária indireta pra a qual não seja assegurada a eleição de representante do Tesouro Nacional, a indicação de que trata o caput deste artigo deverá ser precedida de autorização do Comitê de Ética da Secretaria do Tesouro Nacional.

Art. 3º O processo seletivo de que trata o art. 2º resultará em lista de classificação geral dos candidatos, considerando no mínimo os seguintes critérios:

I função estratégica, representada pelo exercício de cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores;

II tempo de efetivo exercício na Secretaria do Tesouro Nacional;

III formação acadêmica;

IV pertencer preferencialmente à carreira de Auditor Federal de Finanças e Controle; e

V cursos nas áreas temáticas especificadas no ANEXO - Critérios de Seleção desta portaria, podendo serem aceitos os cursos custeados pelo próprio servidor ou por outra instituição/empresa, desde que concluídos a menos de 3 anos e tenham sido ministrados por instituição(ões) constantes da lista a que se refere o § 4º do artigo 1º.

§ 1º A metodologia de seleção, que contempla os pesos e escalas de variação dos critérios e bonificações constantes do ANEXO - Critérios de Seleção desta portaria, serão definidos em Nota Técnica da Coordenação-Geral de Participações Societárias, aprovada pelo Secretário do Tesouro Nacional.

§ 2º Os critérios de que trata o caput serão apurados na data-base de 30 de novembro do ano anterior ao das indicações.

§ 3º Para efeito de indicação para novas vagas surgidas após a eleição pelas assembleias gerais ordinárias ou órgãos equivalentes, a pontuação para cargo em comissão de que trata o inciso I do caput, relativa à nomeação ocorrida após a data-base de 30 de novembro, poderá ser considerada para efeito de atualização da lista de classificação.

§ 4º Em caso de empate na classificação, o desempate dar-se-á pela melhor classificação dos critérios na ordem disposta no caput, sendo que persistindo o empate, prevalecerá o candidato mais idoso.

§ 5º A seleção obedecerá a ordem de classificação do candidato.

§ 6º O formulário de cadastro, cujo preenchimento é de responsabilidade do candidato, será disponibilizado pela COPAR via sistema "Conselheiros" ou por outro mecanismo eletrônico de informações.

Art. 4º Fica vedada a participação remunerada de servidores em exercício na Secretaria do Tesouro Nacional, inclusive dos empregados públicos cedidos de outros órgãos ou entidades, em mais de um de um conselho, de administração ou fiscal (ou órgão equivalente), das empresas de que trata o art. 1º.

§ 1º Admite-se a percepção simultânea de retribuição pela participação em dois colegiados:

I como membro titular de um conselho e membro suplente de outro; e

II quando a eleição ou nomeação para novo conselho ocorrer em data anterior ao término do mandato em exercício, limitado a 3 meses.

§ 2º A vedação de que trata o caput tem eficácia a partir da data da eleição ou nomeação do conselheiro.

Art. 5º Fica assegurada a transparência do resultado do processo seletivo mediante divulgação:

I a cada candidato, da sua pontuação na lista de classificação e da pontuação do último contemplado, por meio eletrônico ou sistema "Conselheiros"; e

II na página da intranet, da relação dos candidatos selecionados e a respectiva empresa.

Parágrafo único. Será concedido prazo mínimo de 2 dias úteis a partir da divulgação de que trata o inciso I do caput para o candidato apresentar recurso em relação à pontuação obtida no processo seletivo.

Art. 6º No caso de cessão para exercício fora da Secretaria do Tesouro Nacional, aposentadoria, ou qualquer afastamento superior a seis meses, o Secretário do Tesouro Nacional realizará nova indicação para substituição do servidor no colegiado para o qual foi eleito ou nomeado.

Art. 7º Fica vedada a participação dos servidores em exercício na Secretaria do Tesouro Nacional, incluindo os ocupantes de cargos em comissão, os empregados públicos cedidos de outros órgãos ou entidades, em conselhos de administração e fiscal em desacordo com os dispositivos desta Portaria.

Art. 8º Nos termos do artigo 13 da Lei nº 10.180, de 08 de fevereiro de 2001, subordinam-se tecnicamente à Secretaria do Tesouro Nacional os representantes do Tesouro Nacional em conselhos fiscais, ou órgãos equivalentes, das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, bem como quaisquer empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha participação no capital social, os quais deverão:

I realizar avaliação de suas atividades quadrimestralmente por meio do sistema "Conselheiros";

II enviar quando solicitado, ou até meados de janeiro de cada ano, as atas das reuniões realizadas;

III enviar o plano de trabalho anual previsto na Resolução CGPAR nº 07/2015;

IV participar dos treinamentos realizados pela COPAR/STN;

V observar os pressupostos do Sistema de Administração Financeira Federal, constante da Lei nº 10.180/2001;

VI seguir o manual do conselheiro fiscal editado pela Secretaria do Tesouro Nacional;

VII observar as regras gerais estabelecidas para empresas estatais, constantes da Lei nº 13.303/2016, da Lei nº 6.404/1976 e Decreto nº 8.945/2016, ou outra norma que vier a lhe substituir, principalmente as direcionadas à atuação do Conselho Fiscal; e

VIII observar as orientações técnicas e singulares referentes à empresa estatal na qual atua, se houver, disponibilizadas pela COPAR no sistema "Conselheiros" ou outro meio eletrônico.

Parágrafo único. Com o objetivo de apoiar a Secretaria do Tesouro Nacional a cumprir com a sua competência, prevista no Decreto nº 89.309/1984, de elaborar parecer sobre temas a serem apreciados em assembleia geral de acionistas, o qual é encaminhado para a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional - PGFN para elaboração da orientação de voto do Ministro da Economia para essas assembleias, os representantes do Tesouro Nacional devem responder tempestivamente às demandas da Coordenação-Geral de Participações Societárias - COPAR, bem como participar das reuniões técnicas/temáticas das quais sejam convocados por aquela Coordenação-Geral.

Art. 9º Em casos excepcionais, poderá o Secretário do Tesouro Nacional dar tratamento diverso em relação à dispositivo constante desta Portaria.

§ 1º Cada Subsecretário da STN poderá indicar, com a aprovação do Secretário do Tesouro Nacional e a ciência do Coordenador-Geral de Participações Societárias, um servidor, a ele subordinado, que apresente desempenho destacado, para ocupar vaga de titular nos órgãos a que ser refere o artigo 1°, independentemente da ordem de classificação a que se refere o artigo 3º desta Portaria.

§ 2º Caso os afastamentos previstos no art. 6° desta Portaria ocorram dentro dos 4 meses que antecedem a data limite para realização da assembleia geral ordinária de acionistas estabelecida no artigo 132 da Lei nº 6.404/1976, fica o Secretário do Tesouro Nacional facultado de realizar novas indicações.

§ 3º Os ocupantes de cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores 101.5 ou 101.6 em exercício na Secretaria do Tesouro Nacional serão automaticamente selecionados, independente da ordem de classificação dos candidatos.

§ 4º Excepcionalmente, poderá ocorrer a indicação de servidor que não possua a certificação ou certificado(s) do(s) curso(s), constante do inciso IV do artigo 1º, sendo que o mesmo terá o prazo até 31 de dezembro do exercício que ocorrer a sua eleição para obter a referida certificação ou referido(s) certificado(s) do(s) curso(s).

§ 5º Vencido o prazo de que trata o §4º, ao servidor que não obtiver a certificação ou certificado(s) do(s) curso(s), de que trata o inciso IV do artigo 1º, ficará vedada a sua indicação ou recondução e autorizada a realização de nova indicação para substituí-lo no conselho (ou órgão equivalente) a que foi indicado/eleito.

Art. 10 Os casos omissos serão resolvidos pelo Secretário do Tesouro Nacional.

Art. 11 Esta Portaria entra em vigor no dia 01 de janeiro de 2021, exceto quanto aos requisitos do inciso IV do artigo 1º, aos critérios de seleção do artigo 3º discriminados no "ANEXO - Critérios de Seleção" e parágrafos 4º e 5º do artigo 9º que somente passarão a ter validade a partir de 30 de novembro de 2021.

Art. 12 Fica revogada, a partir de 01 de janeiro de 2021, a Portaria nº 267 de 11 de maio de 2016, exceto quanto aos critérios de seleção do artigo 3º discriminados no "ANEXO - Critérios de Seleção" que permanecerão validos até 29 de novembro de 2021.

BRUNO FUNCHAL

ANEXO

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

1. Cargo Comissionado (DAS) - pontuação máxima: 40

DAS 1

10

DAS 2

20

DAS 3

30

DAS 4

40

2. Tempo Exercício na STN - pontuação máxima: 10

Será concedido 1 ponto por ano de exercício na STN, que acumulam até o máximo de 10 pontos.

Os anos em exercício fora da STN serão deduzidos dos anos em exercício na STN, limitado a uma redução de 3 anos.

Após as deduções dos anos em exercício fora da STN, se o resultado for negativo, o item será considerado como zerado, não sendo admitida a pontuação negativa.

10

3. Formação Profissional - pontuação máxima: 40

3.1 Formação Acadêmica - pontuação máxima: 12

Uma pós-graduação lato sensu

6

Duas ou mais pós-graduações lato sensu

9

Stricto sensu

Mestrado

11

Doutorado

12

3.2 Cursos nas áreas abaixo ou Certificação - pontuação máxima: 28

I - legislação societária e normas aplicadas às empresas estatais

2 pontos a cada 5 horas de curso, limitado a 28 pontos

II - contabilidade societária/empresarial

III - governança corporativa de empresas

IV - gestão de riscos e conformidade de empresas

V - certificação válida de programa de certificação de conselheiro fiscal

14

4. AFFC/TFFC - pontuação máxima: 10

Bonificações

Bonificações

Pontuação

Participação em colegiados não remunerados - Titular

+2 pontos

Participação em colegiados não remunerados - Suplente

+1 ponto

Chefe de Núcleo

+5 pontos

Ex ocupante de DAS nos últimos 3 anos

Ex ocupante

Ano

DAS 4, 5 ou 6 na STN

30 pontos

20 pontos

0 pontos

DAS 5, 6 ou equivalente, de servidor que retorne à STN

Este conteúdo não substitui o publicado na versão certificada.

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