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Pedra litográfica

Também prensa litográfica, é uma superfície planográfica usada no processo de litografia. Lithos, do grego, significa pedra e grafia, escrever. Daí a origem do nome litografia. A pedra litográfica funciona como uma matriz para os desenhos que serão posteriormente impressos sobre outra superfície. Antigamente, costumava ser feita de uma espécie de calcário especial, o que influenciava diretamente no resultado final das impressões, por seu aspecto liso e sua natureza. Tempos depois, a placa de calcário fora substituída por outros materiais, como o cobre e o zinco.

Antes da fotografia, era vagaroso o processo para se reproduzir uma imagem em série. A litografia foi o caminho. Apenas 20 anos após a descoberta na Europa da tecnologia, a partir da repulsão entre água e óleo, o francês A. J. Pallière, trazido por D. João VI, fez, em 1818, nas oficinas da Impressão Régia uma estampa sobre São Sebastião. Era o primeiro trabalho feito no Brasil, cuja técnica usa como matriz uma pedra calcária, sobre a qual um desenho é produzido com um lápis gorduroso.

O Museu da Imprensa possui em seu acervo quatro pedras litográficas doadas por instituições ligadas à indústria gráfica brasileira. A primeira, utilizada para impressão de rótulos de bebidas, veio da Litografia Continental Eireli Ltda., de Blumenau, Santa Catarina, doada pelo proprietário Luiz Mario Guedes Villar. Tudo começou em 6 de novembro de 2014, quando o empresário catarinense Osvaldo Luciani, presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas da Grande Florianópolis, visitou o museu. Soube, então, do interesse antigo de se completar o acervo com uma pedra litográfica. Sensível, Luciani conseguiu a pedra com Luiz Mário Guedes Vilar, arcou com os custos de transporte e ainda veio pessoalmente assinar o termo de doação da pedra, na cerimônia de comemoração dos 33 anos do Museu da Imprensa, em maio de 2015.

A Seccional do DF da Associação Brasileira da Indústria Gráfica doou a segunda, na pessoa de diretor administrativo à época, Antonio Carlos Navarro, durante a abertura do 15º Prêmio Jorge Salim de Excelência Gráfica, realizado no auditório D. João VI em agosto de 2015, pela programação da I Semana de Comunicação Gráfica do DF. A pedra de cerca de 50 anos era utilizada para impressão de rótulos de produtos naturais, como pêssego, laranja e banana.

A incorporação da terceira e quarta pedras ao acervo chegou por intermédio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Guarulhos (SP) e região, na pessoa de seu presidente Francisco Wirton Batista Vianei, em maio de 2018. Na ocasião, ele e um grupo de gráficos prestigiaram a celebração dos 36 anos do Museu. Essas duas pedras formaram base para impressão de rótulos da bebida Jurubeba Leão do Norte e do desinfetante Alvelux.