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Concurso Nacional Museu da imprensa premia vencedores


Ontem à tarde, os vencedores da 19ª edição do Concurso Nacional Museu da Imprensa de Desenho, Redação e Artigo foram premiados no auditório D. João VI da Imprensa Nacional, ornamentado com as cores e a alegria do comunicador Chacrinha, o homenageado deste ano pelo tema Chacrinha visita o Museu da Imprensa, da categoria Desenho. Mas as referências ao Velho Guerreiro não pararam por aí e dominaram toda a solenidade. Da execução intermitente da música Alô, alô Terezinha, aos muitos desenhos de abacaxis fixados no interior do auditório, passando pelo figurino do professor Alexandre Lopes de Souza: cartola vistosa, gravata borboleta ainda mais chamativa, corneta, relógio enorme no peito e os costumeiros e saudosos bordões “Quem vai querer bacalhau”? “quem quer abacaxi”?, “Alô, alô seu Nicolau”, “Eu não vim para explicar, eu vim aqui para confundir”.

O professor Alexandre é responsável pelo projeto de educação musical da escola pública Dona América Guimarães, de Planaltina-DF, que emplacou alunos vencedores do 3º Festival de Música das Escolas Públicas de Planaltina deste ano e que deram uma canja na abertura e ao longo da premiação, inclusive na execução do Hino Nacional brasileiro, juntamente com outra turma do Centro de Ensino Fundamental 2 daquela satélite. Coincidência das coincidências, o professor Alexandre Lopes é filho de José Medeiros Guerra, por sua vez primo de Abelardo Barbosa, o Chacrinha.

Muito aplaudido, o ator Stepan Nercessian parabenizou em um vídeo o estudante Júlio Cézar Fiori, vencedor da categoria Desenho. Stepan também parabenizou os outros vencedores e a Imprensa Nacional. O ator representou Chacrinha em produções recentes do cinema, teatro e televisão. Enfim, o auditório D. João VI se transformou em um verdadeiro Cassino do Chacrinha, com direito a algazarra protagonizada pelo público, majoritariamente formado por estudantes que interagiam a cada provocação do professor Alexandre.

Premiações — Com intercalações de músicas tocadas pelos alunos de Planaltina, as premiações em cadernetas de poupança da Caixa Econômica Federal começaram pelo vencedor da categoria Desenho (1º ao 5º ano do ensino fundamental), Júlio Cézar Fiori, aluno da Escola Classe 415 norte, Plano Piloto, que retratou Chacrinha ao lado do prelo Conde da Barca e levou para casa uma poupança no valor de R$ 1.800,00, com certificado entregue pelo Diretor-Geral da Imprensa Nacional, Pedro Bertone.

O segundo e o terceiro lugares ficaram com Gustavo Jesus Martins, do Caic Helena Reis, de Samambaia, e Samyra Heloíse Albuquerque Rodrigues, aluna da Escola Classe 50, de Taguatinga. Os certificados foram entregues a eles pelo representante da Casa Civil da Presidência da República, Scott Linhares, e pelo presidente da Associação dos Amigos do Complexo Cultural da Imprensa Nacional, professor Trajano Jardim. Com 459 trabalhos inscritos, esta categoria obteve um crescimento de 103% em relação aos trabalhos da edição anterior.

A categoria Redação contempla alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio. No primeiro caso, o primeiro lugar saiu para a estudante Luísa Mendes Fechina, do Colégio Ciman, da Octogonal, premiada com uma poupança de R$ 2.100,00, com certificado passado pelo Coordenador-Geral de Administração da Imprensa Nacional, Amarildo Baesso.

Segundo e terceiro lugares foram para os estudantes Lucas Vinícius Oliveira Fonseca, do Colégio Ciman, do Cruzeiro, e Davi Araujo Frota, do Centro Educacional CCI Sênior, da cidade de Samambaia. Pela ordem, o Coordenador-Geral de Publicação e Divulgação, Alexandre Machado, e o Vice-Presidente da Associação dos Servidores da Imprensa Nacional, Pedro Paulo Tavares, repassaram os certificados. Um total de 352 trabalhos discorreu acerca do tema 95 anos da Semana de Arte Moderna.

Para ensino médio, Graziely Ketlen de Souza Gomes, arrebatou o primeiro lugar pela Escola Estadual de Educação Profissional Paulo VI, Fortaleza, Ceará, mas não compareceu à cerimônia de premiação. Por meio de um vídeo, ela agradeceu a premiação e parabenizou a Imprensa Nacional pela realização do concurso que lhe rendeu um prêmio de R$ 2.800,00.

Os outros dois finalistas foram os estudantes Felipe Roscoe Cavalcante (2º lugar), do Colégio Marista de Brasília, e Helen Carvalho de Lima (3º lugar), do Centro Educacional Darcy Ribeiro, Paranoá, certificados por Rubens Cavalcante Júnior, responsável pelo Complexo Cultural, e pela Presidente da Comissão Organizadora do 19º concurso, Neli Gonçalves. Os vencedores exploraram o tema 60 anos do projeto do Plano Piloto de Brasília, e concorreram com outros 131 estudantes.

Recorde – Este ano, o concurso do Museu bateu o recorde de trabalhos com um total de 945 inscrições, um aumento de 117% em relação à 18ª edição. A maioria dos ganhadores reside em Brasília, mas a vencedora de Fortaleza comprova a abrangência nacional do certame. Não houve ganhadores da categoria Artigo Jornalístico, dirigida a alunos de nível superior que deveriam ter abordado o tema Centenário de morte do médico sanitarista Oswaldo Cruz.

Pronunciamentos — O presidente da Associação dos Amigos do Complexo Cultural da IN (AMI) e membro da Comissão Julgadora pelo Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinproep), Trajano Jardim, abriu as saudações aos vitoriosos e demais convidados, quando informou que esta é a sexta participação do Sindicato no concurso do Museu. Ele associou o número recorde de inscrições desta edição ao esforço dos alunos, dos professores orientadores e da Comissão Organizadora. Comentou que a AMI surgiu para, entre outras atribuições, viabilizar a premiação do concurso, como aconteceu agora com o patrocínio da Caixa. “O projeto já é vitorioso, não só pelo recorde de inscrições, mas sobretudo por já se encaminhar para a vigésima edição”.

Em seguida, o Vice-Presidente da Associação dos Servidores (Asdin), Pedro Paulo Tavares, informou que a Asdin “passava o bastão agora para a AMI com entidade intermediadora do repasse da premiação, entretanto não abandonaremos o concurso”. Acrescentou que a Associação sempre apoiará iniciativas de fortalecimento institucional da IN, como é o caso do concurso, e propôs o lançamento de um livro com a história das 19 edições dessa “vitoriosa iniciativa cultural”.

No encerramento, o Diretor-Geral, Pedro Bertone, frisou que o patrocínio da Caixa, para além da premiação em cadernetas de poupança, gerou também o acompanhamento de servidores do banco no andamento do concurso. “A articulação com a Caixa nos permitiu saltar das trinta inscrições da primeira edição do concurso para os cerca de mil trabalhos concorrentes de agora”, destacou. Para ele, o concurso cumpre um dos objetivos pouco lembrados: a aproximação da comunidade escolar do ambiente da administração pública. “Modestamente, a Imprensa Nacional abre essa porta”.

A escolha de Chacrinha como tema central do concurso mereceu do Diretor-Geral o comentário de ter sido “uma escolha feliz. Ele foi um elo entre nossas diversas culturas e nos fez sorrir mesmo no momento difícil vivido pelo País”. Conforme disse, o tema Chacrinha não reduziu a importância das propostas de pesquisa a respeito dos 95 anos da Semana de Arte Moderna, do centenário do médico sanitarista Oswaldo Cruz e dos 60 anos do projeto arquitetônico do Plano Piloto de Brasília. “Em nossa próxima edição deveremos trabalhar um tema único para as quatro categorias”, antecipou. Em sua conclusão, pediu aos alunos que mantivessem esse espírito de pesquisa e de concorrência. “Esse método valerá no momento de concorrer a um concurso público, mas também para ser um bom cidadão. Obrigado pela oportunidade oferecida por vocês à Imprensa Nacional”.