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Diário Oficial da União

Publicado em: 27/11/2015 | Edição: 227 | Seção: 1 | Página: 228

Órgão: Entidades de Fiscalização do Exercício das Profissões Liberais/CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA

RESOLUÇÃO Nº 616, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2015

Define os requisitos técnicos para o exercíciodo farmacêutico no âmbito da saúdeestética, ampliando o rol das técnicas denatureza estética e recursos terapêuticosutilizados pelo farmacêutico em estabelecimentosde saúde estética.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF), conforme as suasatribuições previstas na Lei Federal nº 3.820/60 e,

Considerando que o CFF, no âmbito de sua área específicade atuação e como entidade fiscalizadora de profissão regulamentada,exerce atividade típica de Estado, nos termos dos artigos 5º, incisoXIII; 21, inciso XXIV e 22, inciso XVI, todos da Constituição Federal;

Considerandoque é atribuição do CFF expedir resoluções,competindo-lhe o múnus de definir ou modificar a competência dosfarmacêuticos em seu âmbito, nos termos do artigo 6º, alíneas "g" e"m", da Lei Federal nº 3.820/60;

Considerando que, nos termos da Lei Federal nº 12.842/13,apenas é ato privativo do profissional da medicina a indicação daexecução e a execução de procedimentos invasivos, os quais sãoconsiderados tão somente a invasão dos orifícios naturais do corpoque atinjam órgãos internos;

Considerando que, no campo da estética, a identificação detais procedimentos, ou seja, das intervenções para fins estéticos queatinjam órgãos internos, é que demarcará a área de atuação exclusivados médicos;

Considerando que os procedimentos que excedem a esseâmbito podem ser operados por outros profissionais da saúde, conformea sua formação e especialização;

Considerando que o Conselho Federal de Medicina não reconhecea "Medicina Estética" como especialidade médica (SuperiorTribunal de Justiça, Recurso Especial nº 1.038.260, publicado no DJEde 10/02/2010);

Considerando que o Decreto Federal nº 77.052/76, abrangendoas atividades exercidas em institutos de esteticismo, determinaque a verificação das condições de exercício de profissões e ocupaçõestécnicas e auxiliares relacionadas diretamente com a saúde,pelas autoridades sanitárias no desempenho da ação fiscalizadora,observará a capacidade legal do agente, por meio do exame dosdocumentos de habilitação inerentes ao seu âmbito profissional ouocupacional, compreendendo as formalidades intrínsecas e extrínsecas

do diploma ou certificado respectivo, tais como o registro da expediçãopor estabelecimentos de ensino que funcionem oficialmentede acordo com as normas legais e regulamentares vigentes no País einscrição dos seus titulares, quando for o caso, nos Conselhos Regionaispertinentes, ou em outros órgãos competentes previstos nalegislação federal básica de ensino;

Considerando o artigo 25 do Decreto Federal nº 20.931/32,que dispõe que os procedimentos invasivos não cirúrgicos podem serde competência dos profissionais da área da saúde, inclusive dofarmacêutico;

Considerando a Lei Federal nº 13.021/14, que dispõe que asfarmácias de qualquer natureza poderão dispor, para atendimento imediatoà população, de medicamentos, vacinas e soros que atendam operfil epidemiológico de sua região demográfica;

Considerando a Resolução/CFF nº 239/92 e a Resolução/CFFnº 499/08, que atribuem ao farmacêutico a competência paraaplicação de injetáveis;

Considerando a Resolução/CFF nº 573/13, que dispõe sobreas atribuições do farmacêutico no exercício da saúde estética e daresponsabilidade técnica por estabelecimentos que executam atividadesafins;

Considerando os termos do OF. CIRC. Nº 07575-2013/Coord.Com./CFF, de 10/12/2013;

Considerando que a Resolução/CFF nº 574/13 garante aofarmacêutico a dispensação e aplicação de vacinas;

Considerando que a RDC nº 315/05, da Agência Nacional deVigilância Sanitária (Anvisa), considera como medicamentos biológicosvacinas, soros hiperimunes, hemoderivados, biomedicamentos,medicamentos obtidos a partir de fluidos biológicos ou de tecido deorigem animal, medicamentos obtidos por procedimentos biotecnológicos,anticorpos monoclonais, medicamento contendo microrganismosvivos, atenuados ou mortos, probióticos e alérgenos;

Considerando que a Resolução de Diretoria Colegiada(RDC) nº 44/09, da Anvisa, prevê como prestação de serviço farmacêuticoa aplicação de injetáveis;

Considerando que são exemplos de procedimentos invasivosnão cirúrgicos o fio lifting de auto sustentação, a aplicação de toxinabotulínica, o preenchimento dérmico, a carboxiterapia, a intradermoterapia/mesoterapia,agulhamento e microagulhamento estético,conforme disposto nos anexos I, II, III, IV e V, e os recursos pararealização das referidas técnicas;

Considerando que as técnicas crioterápicas estéticas, como acriolipólise, são procedimentos não invasivos não cirúrgicos, conformedisposto no anexo VI;

Considerando que o farmacêutico deve estar capacitado técnica,científica e profissionalmente para utilizar-se das técnicas denatureza estética e dos recursos terapêuticos especificados no âmbitodesta resolução, resolve:

Art. 1º - É atribuição do farmacêutico a atuação, nos estabelecimentosde saúde estética, nas técnicas de natureza estética erecursos terapêuticos, especificados nos anexos desta resolução, desdeque para fins estritamente estéticos, vedando-se qualquer outro ato,separado ou em conjunto, que seja considerado pela legislação ouliteratura especializada como invasivo cirúrgico.

Art. 2º - O farmacêutico é capacitado para exercer a saúdeestética desde que preencha um dos seguintes requisitos:

I. Ser egresso de programa de pós-graduação Lato Sensureconhecido pelo Ministério da Educação, na área de saúde estética;

II. Ser egresso de curso livre na área de estética, reconhecidopelo Conselho Federal de Farmácia;

III. Que comprove experiência por, pelo menos, 2 (dois)anos, contínuos ou intermitentes, sobre a qual deverá apresentar osdocumentos a seguir identificados, comprovando a experiência profissionalna área de saúde estética:

a) No caso do farmacêutico com vínculo empregatício, constituidocumento obrigatório a declaração do empregador (Pessoa jurídica),em que deverá constar a identificação do empregador, comnúmero do CNPJ e endereço completo expedido pelo setor administrativoda empresa, bem como a função exercida, com a descriçãodas atividades e a indicação do período em que foram realizadas pelorequerente;

b) No caso do farmacêutico como proprietário do estabelecimentode saúde estética, constitui documento obrigatório o contratosocial da empresa e o alvará de funcionamento, além da funçãoexercida, com a descrição das atividades e a indicação do período emque foram realizadas pelo requerente.

Art. 3º - Em função de sua qualificação para o exercício dasaúde estética, o farmacêutico, nos estabelecimentos de saúde estéticasob sua responsabilidade, é o responsável pela aquisição das substânciase dos equipamentos necessários ao desenvolvimento das técnicasde natureza estética e recursos terapêuticos.

Art. 4º - Esta resolução entrará em vigor na data de suapublicação, revogando-se as disposições em contrário.

WALTER DA SILVA JORGE JOÃO
Presidente do Conselho

ANEXO I

TOXINA BOTULÍNICA

A toxina botulínica é uma neurotoxina produzida por bactériaanaeróbia denominada Clostridium botulinum (SHILPA et al.,2014), caracterizando-a como um produto biológico.

O mecanismo de ação da toxina é inibir a liberação deacetilcolina na junção neuromuscular pré-sináptica, causando paralisiamuscular (ARNON, 2001).

Ao longo dos anos tem-se explorado seu potencial clínico(MAHAJAM e BRUBAKER, 2007), ganhando destaque no tratamentode rugas e linhas de expressão, sendo utilizada principalmentecom finalidade estética (ANTONIO et al., 2012).

Apresenta alta margem de segurança, os efeitos adversos datécnica se apresentam de forma moderada, transitória e com baixafrequência, segundo a maioria dos trabalhos publicados (COTE,2005).

A injeção muscular de toxina botulínica, em dose e localizaçãoapropriadas, provoca desenervação química parcial e diminuiçãoda contratura, sem ocasionar paralisia completa.

Comercialmente, as toxinas botulínicas são agentes biológicosobtidos laboratorialmente, sendo substâncias cristalinas e estáveis,liofilizadas, associadas à albumina humana e utilizadas, apósdiluição, em solução de NaCl a 0,9%. (UNNO et al, 2005).

A ação da toxina botulínica no músculo tem seu início em 2a 5 dias se estendendo, em alguns casos, em até duas semanas. Umavez instalado, o efeito perdura em até seis meses. Após dois a trêsmeses, gradualmente começa a diminuir sua ação marginalmente.(DRESSLER et al., 2002).

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) consideraa aplicação da toxina botulínica como sendo um procedimentominimamente invasivo e que a forma cosmética é uma injeção nãocirúrgica (SBCP, 2015).

REFERÊNCIAS

Shilpa PS, Kaul R, Sultana N, Bhat S. Botulinum toxin: TheMidas touch. J Nat Sci Biol Med. 2014;5(1):8-14.

Arnon SS, Schechter R, Inglesby TV, Henderson DA, BartlettJG, Ascher MS, et al. Botulinum toxin as a biological weapon:medical and public healthmanagement. JAMA. 2001;285(8):1059-70.

MahajamST, Brubaker, L. Botulinum toxin: from life-th-reateningdisease to novel medical therapy. Am J Obstet Gynecol.2007;196(1):7-15.

Antonio CR, Antonio JR, Trídico LA, Fernandes TEA. Toxinabotulínica: revisão de sua aplicabilidade em doenças ao alcancedo dermatologista. Surgical e Cosmetic Dermatology. 2014; v6 n3.

Coté TR, Mohan AK, Polder JA, Walton MK, Braun MM.Botulinum toxin type A injections: adverse events reported to the USFood and Drug Administration in therapeutic and cosmetic cases. JAm Acad Dermatol. 2005;53(3): 407-15. Comment in: J Am AcadDermatol. 2005;53(6):1080-2.

Unno Ek, Sakato RK, Issy AM - Estudo comparativo entretoxina botulínica e bupivacaína para infiltração de pontos-gatilho emsíndrome dolorosa miofascial crônica. Rev Bras Anestesiol 2005;55:250-255.

Dressler D, Chaná Cuevas P - La toxina botulínica tipo B:Dónde estamos? Rev Chil Neuro-psiquiatr 2002;40:6-8.

SBCP - Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Disponívelem: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/minimamente-invasivos/toxina-botulinica/.

ANEXO II

PREENCHIMENTOS DÉRMICOS

Os preenchedores dérmicos fazem parte do contexto do rejuvenescimentocutâneo. São capazes de promover aumento de volumecom restauração dos contornos corporais (BRANDT, 2008;MONTEIRO, 2010).

Existem diversos preenchedores dérmicos disponíveis nomercado, tais como hidroxiapatita, ácido poli-L-láctico (PLLA), ácidohialurônico, entre outros (PALERMO e MATEUS, 2012).

A aplicação injetável de ácido hialurônico tem sido um dosprocedimentos mais realizados e em crescente demanda para finsestéticos nos últimos anos. O produto tem se tornado cada vez maisseguro, e suas complicações na atualidade são relacionadas principalmenteà técnica de aplicação e inadequada higienização da pele.(CROCCO et al., 2012).

O ácido hialurônico é um componente natural presente notecido humano, que pode ser obtido por biossíntese, cujo teor diminuicom a idade, contribuindo para a formação de rugas assim como orompimento de fibras colagenas e a diminuição da elasticidade dapele. Os preenchedores de ácido hialurônico (AH) têm sido os maisutilizados nos últimos anos no tratamento de sulcos e rugas, devido asua praticidade de aplicação e boa margem de segurança, além dosefeitos visíveis imediatamente após aplicação e longa duração.

Em 2013 foram realizadas, nos Estados Unidos, cerca de 1.8milhões de pessoas recorreram à aplicação de preenchimento facialcom ácido hialurônico (ASAPS 2013).Sua biocompatibilidade e técnica de aprendizado relativamente simpleso tornaram escolha frequente na abordagem das rugas e outrasalterações do relevo cutâneo, sobretudo na face, mas também emoutras áreas, como o dorso das mãos (BOWMAN et al., 2005). Possuias propriedades de controlar os eletrólitos e água nos fluídos extracelulares,cicatrizante, protetor contra infecções e lubrificante.Acredita-se que a diminuição dos níveis deste ácido seja a principalcausa do ressecamento da pele durante o envelhecimento.

O AH injetável é glicosaminoglicanos, e é conhecido por sernão permanente, com duração média de seis meses. (NAST et al.,2011; REQUENA et al., 2011), enquanto que a hidroxiapatita e oPLLA podem durar até 2 anos (PALERMO e MATEUS, 2012).

Para a condução do preenchimento dérmico se faz necessárioo uso de técnicas de anestesia tópica, infiltrativa local ou de procedimentosde bloqueios anestésicos estéticos referentes à região tratada(MATEUS e PALERMO, 2012).

REFERÊNCIAS

Bowman PH, Narins RS. Hialinos e Técnicas de Preenchimento.In: Carruthers J, Carruthers A. Técnicas de Preenchimento.New York: Elsevier; 2005. p. 35-56.

Brandt FS, Cazzaniga A. Hyaluronic acid gel fillers in themanagement of facial aging. Clin Interv Aging. 2008;3(1):153-9.

Crocco EI, Alves RO, Alessi C. Adverse events in injectablehyaluronic acid. Surgical Cosmetic 2012.

Mateus A, Palermo E. Cosmiatria e laser: Prática no consultóriomédico. Gen. São Paulo, 2012.

Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais: parteum. RBM - Rev Bras Med (Especial Dermatologia). 2010;67(7):6-14.

SociedadeAmericana de Cirurgia Plástica ASAPS 2013http://www.allergan.com.br/WhatWe Treat/Pages/medical_aesthetics.aspx

RequenaL, Requena C, Christensen L, Zimmermann US,Kutzner H, Cerroni L.. Adverse reactions to injectable soft tissuefillers. J Am Acad Dermatol. 2011;64(1):5-7

Nast A, Reytan N, Hartmann V, Pathirana D, Bachmann F,Erdmann R, Rzany B. . Efficacy and durability of two hyaluronicacid-based fillers in the correction of nasolabial folds: results of aprospective, randomized, double-blind, actively controlled clinical pilotstudy. Dermatol Surg. 2011;37(6):768-75

ANEXO III

CARBOXITERAPIA

A Carboxiterapia constitui-se de uma técnica onde se utilizao gás carbônico medicinal injetado no tecido subcutâneo, estimulandoassim efeitos fisiológicos como melhora da circulação e oxigenaçãotecidual (CARVALHO et. al.,2005, GOLDMAN et al., 2006, WORTHINGTONe LOPEZ 2006).

O CO2 é um gás inodoro, incolor e atóxico. É o produtoendógeno natural do metabolismo das reações oxidativas celulares,produzido no organismo diariamente em grandes quantidades e eliminadopelos pulmões durante a respiração (GUYTON et al., 2002,GANONG 2006).

O mecanismo de ação do gás carbônico é, sobretudo, namicrocirculação vascular do tecido conectivo, promovendo uma vasodilataçãoe um aumento da drenagem veno-linfática. Com a vasodilatação,melhora-se o fluxo de nutrientes, entre eles, as proteinasesnecessárias para remodelar os componentes da matriz extracelulare para acomodar a migração e reparação tecidual (PARASSONIe VARLARO 1997).

A gordura localizada vem sendo tratada de várias formas, ea carboxiterapia vem se constituindo num recurso de valor para aredução de medidas ocasionadas por acúmulo de adiposidades. Oaumento do AMP cíclico por meio da ação do CO2, ativando aenzima adenilciclase, resulta numa ação lítica sobre o tecido adiposo(LEGRAND et. al., 1999).

Segundo PASCHOAL e CUNHA (2012) o gás tem rápidadifusão através dos tecidos, chega aos músculos e é eliminado emgrande parte pelos pulmões e pouco pela via renal.

O mecanismo de ação do gás carbônico é, sobretudo, namicrocirculação vascular do tecido conectivo, promovendo uma vasodilataçãoe um aumento da drenagem veno-linfática. com a vasodilatação,melhora-se o fluxo de nutrientes, entre eles, as proteinasesnecessárias para remodelar os componentes da matriz extracelulare para acomodar a migração e reparação tecidual. outrosmecanismos de atuação incluem fratura direta da membrana adipocitáriae alteração na curva de dissociação da hemoglobina com ooxigênio (efeito bohr), promovendo assim uma verdadeira ação lipolíticaoxidativa. esta ação lipolítica oxidativa atua diretamente naetiologia do fibro edema gelóide quebrando o círculo vicioso queenvolve alteração bioquímica do interstício (aumento de viscosidade),estase vênulocapilar com hipo-oxigenação e consequente sofrimentodo adipócito, levando a lipogênese e hipertrofia (CORRÊA et. al.,2008).

Pode-se dizer que os efeitos secundários apresentados pelacarboxiterapia se limitam em dor no local da aplicação, pequenoshematomas ou equimoses devido às várias punturas que desaparecemrapidamente (LOPEZ 2005).

Especialistas da área afirmam que não existem muitas contraindicaçõese que também não existem importantes reações adversassistêmicas descritas sendo, portanto, um método seguro, de fácil execuçãoe amplamente utilizado na Europa, México e EUA (GÓES,2005, BRANDI et. al., 2001, BRANDI et. al., 2004).

REFERÊNCIAS

Góes MGC. Carboxiterapia: uma experiência surpreendente.Trabalho monográfico apresentado ao 1º Capítulo Brasileiro de Medicinae Cirurgia Estética, Curso de Pós-graduação em Medicina eCirurgia Estética, como requisito parcial para a obtenção do Grau dePós Graduação em Medicina Estética. Salvador, 2005.

Parassoni L, Varlaro, V. La Carbossiterapia: una metodica inevoluzione. Riv. La Medicina Estetica.1997. 21(1). Editrice SalusInternazionale, Roma.

Brandi et al. Carbon dioxide therapy in the treatment oflocalized adiposities: Clinical study and histopathological correlations.Aesth Plast Surg . 2001 (25): 170-170.

Brandi CD, Aniello C, Grimaldi L, Caiazzo E, StanghelliniE. Carbon Dioxide Therapy: Effects on skin irregularity and its use asa complement to liposuction. Aesth Plast Sug, 2004.

Carvalho, ACO, Viana, PC, Erazo, P. Carboxiterapia - NovaProposta para Rejuvenescimento Cutâneo. In Yamaguchi C. I AnnualMeeting of Aesthetic Procedures. São Paulo: Santos, 2005: 575-79

Goldman, MP, Bacci, PA, Leibashoff, G, Hexsel, D, Angelini,F. Carboxytherapy. In: Goldman et al. Cellulite - Pathophysiologyand Treatment. New York: Taylor & Francis, 2006: 197-208.

Worthington,A, Lopez, JC. Carboxiterapia - Utilização doCO2 para Fins Estéticos. In: Yamaguchi C. II Annual Meeting ofAesthethic Procedures. São Paulo: Santos, 2006:567-71

Guyton et al. Tratado de Fisologia Médica, Rio de Janeiro,Guanabara Koogan, 2002.

Ganong, WF. Fisiologia Médica. 4 ed. São Paulo. Atheneu,2006.

Legrand, J, Bartoletti, C, Pinto, R. Manual Practico de MedicinaEstética, Buenos Aires, Camaronês, 1999

Lopez, JC. Carbon Dioxide Therapy. University Hospital ofSiena: Italy; 2005.

PASCHOAL, L; CUNHA,M. Fisiopatologia e atualização terapêuticada Lipodistrofia Ginoide. Rio de Janeiro, 2012.

Corrêa, MS. Gontijo, ÉG. Tonani, RL. Reis, ML. Borges, FS.Análise da eficácia da carboxiterapia na redução do fibro edemagelóide: estudo piloto. Fisioterapia Ser vol. 3 - nº 2 2008.

ANEXO IV

INTRADERMOTERAPIA/MESOTERAPIA

A intradermoterapia é um procedimento que consiste na aplicação,diretamente na região a ser tratada, de injeções intradérmicasde substâncias farmacológicas diluídas (PISTOR 1976, TENNSTEDTe LACHAPELLE 1997). A derme tornar-se-ia, então, um reservatórioa partir do qual os produtos ativariam receptores dérmicos e se difundiriamlentamente, utilizando a unidade microcirculatória (MAYA2007). A nomenclatura mais conhecida para este procedimento émesoterapia, que consiste em injeções intradérmicas ou subcutâneasde um fármaco ou de uma mistura de vários produtos, chamadamélange. A partir de 2001, surgiram trabalhos sobre o uso da intradermoterapiapara as disfunções estéticas, havendo relatos sobre ainjeção de substância lipolítica no tecido subcutâneo, para diminuir acamada de gordura em localizações como abdômen, pálpebra inferior,pescoço, glúteo ou coxas (RITTES 2001, DOERR 2007), recebendoindicações para o tratamento de lipodistrofia ginóide, (ROTUNDA2005) e gordura localizada(ROTUNDA 2005,MATARASSO 2005).As telangiectasias são pequenos capilares localizados na pele, muitofinos, ramificados, em geral de coloração avermelhada, constituídosde microfístulas arteriovenosas. Podemos afirmar que as telangiectasiassão definidas como dilatações intradérmicas das veias, cujodiâmetro estimado é de aproximadamente 1 mm (OLIVEIRA et. al.,2007).

A intradermo também pode ser utilizada no tratamento dasdisfunções estéticas de flacidez estrias, rugas, telangiectasias, alopeciamanchas (CAMARGO et. al., 2011).

REFERÊNCIAS

Pistor M. What is mesotherapy? Chir Dent Fr. 1976;46:59-60.

TennstedtD, Lachapelle JM. Effets cutanés indesirables de lamésotherapie. Ann Dermatol Venereol. 1997;124:192-6.

Rotunda AM, Kolodney MS. Mesotherapy and phosphatidylcholineinjections: historical clarification and review. DermatolSurg. 2006;32:465-80. 6. Rohrich RJ. Mesotherapy: What is it? Doesit work? Plast Reconstr Surg. 2005;115:1425.

Maya V. Mesotherapy. Indian J Dermatol Venereol Leprol.2007;73:60-2.

Rittes PG. The use of phosphatidylcholine for correction oflower lid bulging due to prominent fat pads. Dermatol Surg.2001;27:391-2.

Doerr TD. Lipoplasty of the face and neck. Curr Opin OtolaryngolHead Neck Surg. 2007;15:228-32.

Rotunda AM, Avram MM, Avram AS. Cellulite: Is there arole for injectables? J Cosmet Laser Ther. 2005;7:147-54.

Matarasso A, Pfeifer TM. Plastic Surgery Educational FoundationDATA Committee. Mesotherapy for body contouring. PlastReconstr Surg. 2005;115:1420-4.

Oliveira, RR. Calado, EB. Mota, DL. Vieira, AF. Cavalcanti,JS. Terapia alternativa para microvarizes e telangiectasias com uso deagulha. J Vasc Bras 2007;6(1):17-24.

Camargo, FO. Moraes, AM. Neves, PE. Mesoterapia: umarevisão bibliográfica. An Bras Dermatol. 2011;86(1):96-101.

ANEXO V

AGULHAMENTO E MICROAGULHAMENTO ESTÉTICO

Omicroagulhamento e o agulhamento estético, ou induçãopercutânea de colágeno, é baseado no uso de agulhas que perfuram apele sutilmente estimulando assim sua regeneração, promovendo aliberaçãodocolágeno e a formação de uma nova camada de pele,mais espessa, que preencherá rugas, estrias e outras imperfeições.(Orentreich & Orentreith, 1995).

A técnica pode ser realizada por diferentes recursos, taiscomo o rolo de polietileno encravado por agulhas de aço inoxidávele estéreis, dermógrafos, eletrolifting e agulhas livres. O comprimentodas agulhas varia de acordo com a proposta de tratamento, paraagulhas de até 0,5 mm não se faz necessária ação anestésica, de 1,0mm a 1,5 mm indica-se ações anestésicas tópicas, já para as profundidadesde 2,0mm em diante indica-se anestesia inflitrativa oubloqueio estético da área tratada (Fabroccini & Fardella, 2009).

A técnica também pode ser utilizada como veiculador deativos para rejuvenescimento como o retinol e a vitamina C; paraestímulo isolado no rejuvenescimento, melhorando a coloração, texturae brilho da pele, (Andrade-Lima et al., 2013).

REFERÊNCIAS

Orentreich DS, Orentreith N. Subcutaneous incisionless (subcision)surgery for the correction of depressed scars and wrinkles.Dermatol Surg. 1995; 21(6):6543-9.

Andrade-Lima EVD, Andrade-Lima MD, Takano D. Microagulhamento:estudo experimental e classificação da injúria provocada.Surg Cosmet Dermatol 2013; 5(2):110-4.

Fabroccini G, Fardella N. Acne scar treatment using skinneedling. Clin Exp Dermatol. 2009; 34(8):874-9.

ANEXO VI

CRIOLIPÓLISE

A criolipólise é um procedimento não invasivo de redução degordura localizada, que consiste no resfriamento, controlado e localizadodo adipócito, por um período de 40 a 60 minutos, comtemperaturas acima do congelamento, porém, abaixo da temperaturacorporal normal. Este congelamento leva à cristalização dos lipídiosencontrados dentro do citoplasma dos adipócitos, causando a inviabilidadedessas células, resultando em uma paniculite localizada, ouseja, uma inflamação no tecido adiposo, e a apoptose das células,ocasionado por um processo de digestão controlada, onde os macrófagosserão responsáveis pela digestão e remoção de células lesadas,sem provocar alteração do microambiente celular, (apud URZEDOe LIPI e ROCHA; MANSTEIN, D et al, 2008; GUIDI,2013).

A exposição ao frio aumenta a necessidade de produção decalor pelo corpo a fim de promover a homeotermia através da liberaçãode hormônios pelo hipotálamo, que induzem a utilização dosácidos graxos livres como substratos energéticos nas mitocôndrias,promovendo o aumento do metabolismo energético. Quando ocorre apaniculite o organismo reage causando uma resposta anti-inflamatória,ocasionando a eliminação das células lesadas.

Devido a estas respostas fisiológicas ocorre a redução dopanículo adiposo e a consequente diminuição de medidas (apud URZEDOe LIPI e ROCHA). As complicações pós procedimentos incluem:alterações transitórias na função sensorial, porém, sem lesõesa longo prazo nas fibras nervosas sensoriais, eritema, o qual ocorreimediatamente após a aplicação e pode desaparecer em até 30 minutosapós o término da sessão, bem como pequenas alterações nosníveis de lipídeos ao longo do tempo, entretanto, dentro dos limitesconsiderados normais (MANSTEIN, D et al, 2008).

REFERÊNCIAS

GUIDI, Renata. Criolipólise: A potente ação do frio no tratamentoestético corporal. Negócio Estética. 2013. Disponível online:http://www.negocioestetica.com.br/criolipolise-a-pontente-acao-dofrio-no-tratamento-estetico-corporal/Acesso em: 22 set. 2014.

GUIRRO, Elaine. GUIRRO, Rinaldo. Fisioterapia dermatofuncional: fundamentos recursos e patologias. 3. ed. Barueri: Manole,2004.

MAIO, Mauricio de. Tratado de medicina Estética. São Paulo:Roca, 2004. v. 1.

MANSTEIN, D et al. Selective cryolysis: a nivel method ofnoninvasive fat removal. Lasers Surg Med, 2008. Disponível online:http://www.ismd.com.br/sistema/administrador/restrito/avaliacoes/ova%20apresentacao.pdfAcesso em: 23 set. 2014.

ROCHA, Letícia de Oliveira. Criotermolipólise: tecnologianão invasiva para redução de medidas, remodelagem corporal, tratamentode celulite e flacidez cutânea. C&D-Revista Eletrônica daFainor, Vitória da Conquista, v.6, n.1, p.64-78, jan./jun. 2013.

URZEDO, Ana Paula da Silva; LIPI, Jussara Bassani; ROCHA,Letícia de Oliveira. Criolipólise: Tecnologia não invasiva pararedução de medidas. South American Journal Of Aesthetic Medicine,p. 8-12.

Este conteúdo não substitui o publicado na versão certificada.